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2 Comentário Pai André
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Muito tenho ouvido de diversas fontes sobre as linhas que assumem cabeça de filhos na Umbanda.
Há opiniões divergentes sobre elas e o assunto é polemico.
O Zélio de Moraes quando começou a Umbanda, não cultuava Oxum e, só para citar um exemplo, cultuava Exú como Orixá.
Existem terreiros, por exemplo, que colocam Iansã como falange de Xangô.
Diversidades a parte, na casa onde eu comecei, a Tenda Espirita São Sebastião, em Curitiba, os Orixás que assumiam cabeça dos filhos eram Oxalá,Xangô,Ogum,Oxóssi,Yemanjá,Africano e Oriente.
Já no Terreiro Pai Maneco, onde trabalhei por quase vinte anos como dirigente de gira, Iansã e Oxum assumiram no lugar de Africano e Oriente, permanecendo os demais Orixás. 
Isto sem falar nas casas que cultuam Yori e Yorima.
Nestas casas Oxum e Yansã, não assumem cabeça.
No Rio de Janeiro muitas casas incluem Nanã Buruque, pois consideram que Oxalá não assume a cabeça apenas de alguns filhos, já que obedecendo ao sincretismo de Oxalá com Jesus Cristo todos nós seríamos filhos de Oxalá.
Aliás tenho muita simpatia por esta forma, já que me mantenho fiel ao sincretismo religioso, embora aqui no terreiro cultuemos os orixás como no Terreiro Pai Maneco.
Mas então porque isto acontece? 
Fico me perguntando, escutando opiniões, ouço sempre, são sete as linhas de umbanda, são sete os orixás que assumem a cabeça de seus filhos.Vejo dirigentes de casas elaborando formulas e maneiras de enquadrar tudo isto
dentro do número sete,com justificativas que as vezes não são, pelo menos para mim, muito plausíveis,tipo:Iansã é uma falange de Xangô, Oxum é uma falange de Iemanjá.
Outros dizem que tem que haver um limitador, como se fosse possível limitar a ação dos Orixás sobre o planeta, enfim nimguém se entende.
Talvez porque não haja algo para ser entendido e sim para ser aceito:
1) é inegável que todos os Orixás atuam sobre o planeta e sobre a natureza dele, incluindo aí todos os seres vivos
2) o número sete é o numero mágico da umbanda e dele fluem vários aspectos mágicos e mistérios do mundo espiritual.
Limitar o numeros de Orixás porque tem que haver um limitador me parece interferencia da mente humana sobre as forças espirituais e sobre as forças que regem a natureza do planeta, deixar de lado determinados Orixás em favor de outros me pareçe uma questão mais pessoal de escolha do que espiritual.
Talvez por isso haja terreiros onde são cultados nove ,dez, as vezes treze Orixás que assumem a cabeças de filhos.
O importante para mim é saber que todos os Orixás cultuados na Umbanda estão aí atuando sobre o planeta atraves dos elementos que lhes cabem por afinidade vibratória.
Todo o resto se resume a uma necessidade, justa diga-se de passagem, de organização dos terreiros, mas é preciso que fique bem claro que nem os orixás e nem o movimento espiritual chamado Umbanda tem alguma coisa a ver com isto.

 

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